segunda-feira, 18 de março de 2013

26. AO QUERERMOS ENGANAMO-NOS


    "A aptidão Numa humanidade tão altamente desenvolvida como é a actual, cada um, por natureza, recebe em dote acesso a muitos talentos. Cada qual tem talento inato, mas só a poucos é dado por nascença e por meio da educação o grau de tenacidade, persistência e energia, para que o indivíduo se torne, realmente, um talento, para que, portanto, venha a ser aquilo que é; ou seja, traduza isso em obras e acções". FRIEDRICH NIETZSCH

 
ERRO - Estudar - Casamentos - Razão - Verdades - Estrabismo - Distorções - Bem - Mal - Movimento- Inveja - Potencial - Referências - Mitos - Má Educação - Visão Prismica - Força De vontade -
APTIDÃO VONTADE E AÇÃO

 
No reino da Natureza dominam o movimento e o agir. No reino da liberdade dominam a aptidão e o querer. O movimento é perpétuo e, sendo favoráveis as circunstâncias, manifesta-se necessariamente nos fenômenos.

As aptidões, desenvolvendo-se embora em correspondência com a Natureza, têm contudo que ser postas em exercício por parte da vontade para poderem elevar-se gradualmente.

É por isso que nunca temos no exercício livre da vontade a mesma certeza que temos na autonomia do agir natural; este último é qualquer coisa que se produz a si mesma enquanto que o primeiro é produzido.
 
O exercício da vontade, para ser perfeito e eficaz, tem que se adequar: no plano moral, à consciência - a uma consciência sem erro -, e, no domínio das artes, à regra - a uma regra que em nenhum lado está enunciada.

A consciência não precisa de nenhum patrocínio, porque tem tudo o que lhe é necessário e porque só tem que ver com o mundo pessoal interior.

O gênio também não precisaria de nenhuma regra, mas, uma vez que a sua eficácia se dirige para o exterior, está na dependência de múltiplas contingências materiais e temporais, não lhe sendo possível escapar a erros que daí decorrem.

E é assim que tudo o que diz respeito a qualquer arte, desde a condução de uma orquestra até à composição de um poema, desde a produção de uma estátua até à execução de um quadro, nos parece, do princípio ao fim, tão espantoso e tão inseguro. 

Johann Wolfgang von Goethe, in "Máximas e Reflexões"

 




Evilasio de Sousa.
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